quinta-feira, 25 de agosto de 2011


Quando eu era menino,
a vida era só comer e dormir
Não havia preocupações,
não havia por que desistir
Não entendia a tristeza
e muito menos 
o porquê do sofrimento
Nem tão pouco porque a vida
não podia ser sempre assim.

Quando eu era menino,
falava como menino
Das coisas engraçadas,
das coisas que não se encaixavam
Das coisas feias e atrapalhadas
que os adultos ensinavam
Mas falava dos sonhos que sonhava,
que fazia da vida uma escalada.

Quando eu era menino,
sentia como menino
A dor de ver um pai
insensível a todos e tudo
De uma mãe esforçada, porém,
cansada de sozinha lutar
Mas sentia 
que era pequeno
para fazer algo bom para ajudar.
  
 Quando eu era menino,
pensava como menino
Que todos os meus sonhos
iriam se realizar à base do
‘custe o que custar’
Enquanto mamãe 
trabalhava sem parar
Pensava, então, 
por que eu, menino,
deveria com a vida me preocupar.

 Quando cheguei a ser homem,
desisti das coisas próprias de menino.
Vi que a vida não é mais
comer e nem dormir
Nem tão pouco fácil 
dos sonhos de menino realizar
Mas é luta constante 
para ser homem
e deixar de ser menino.

 Como homem, um sonho se realizou,
que como menino jamais tinha sonhado:
Ser um homem segundo
o coração de Deus, o Senhor,
Sonhando avivadamente 
com o dia em que Deus me chamará de:
“Servo bom e fiel!”
E dirá com alegria:
“Entra no gozo do teu Senhor.”

quinta-feira, 28 de julho de 2011


Fobia, que quer dizer medo doentio, aversão a alguma coisa, tem sido a síndrome da discussão política, jurídica e religiosa ao se tratar da questão da homofobia em nossos dias. Mas, enquanto os doutores da lei discutem essa questão, nós cristãos poderíamos requerer que os eleitos representantes do povo também se dedicassem em reconhecer os nossos direitos de ir, vir e viver mediante a nossa opção de fé, que é crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, todavia, referido direito tem despertado em alguns grupos aversão religiosa.

Me foi relatado que em uma determinada cidade do estado, quando um grupo de cristãos desenvolvia um trabalho sócio-religioso, o padre advertiu aos seus fiéis que quem recebesse esses "evangélicos" poderia perder o "Bolsa Família".  Em outra situação, quando cobrava meus direitos como consumidor de uma empresa, por quebra de contrato, durante a audiência de conciliação, a juíza indagou o fato de estar ali, porque ela entendia que por ser crente e pastor, eu deveria deixar a questão de lado. Foi quando respondi a ela e aos presentes na ocasião, que era justamente pelo fato de ser crente e pastor que eu deveria exigir que a justiça fosse aplicada de igual modo. Isso não é nada diante de tantas outras aberrações em nome de Deus já praticadas no passado e que, aqui e acolá, de mansinho, continuam sendo usadas e muitos achando que é normal. Esse filme eu já vi em algum lugar!

Mesmo que nosso tempo seja marcado pela facilidade da informação, vemos atitudes de Cristofobia por parte de líderes religiosos e autoridades. Devemos lembrar que Jesus em sua oração sacerdotal nos advertiu que este mundo em nada seria camarada com os cristãos: "Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal" (João 17.14-15).  

Como, então, devemos nós cristãos encarar a Cristofobia?

1. Devemos confiar toda a justiça àquele que julga retamente, Deus, porque ele não vai estremecer com a pressão dos reis e poderosos, que na força do seu braço impõem a injustiça, quando negam a sua verdade em seus julgamentos: "Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor" (Romanos 12.17-19).

2. Nosso comportamento não deve ser outro daquele ensinado por Jesus, nosso Senhor: "Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno" (Mateus 5.37).

3. Por mais que a situação ou ocasião prometa o céu e a terra, devemos ter a determinação para fazer o que é recomendado: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12.2).

4. Ainda que as ameaças coloquem em risco nossa vida, devemos ter esta convicção: "Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom? Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e t